Economia
CNI afirma que resultado do PIB não interfere na capacidade da produção
Para Fecomércio, economia brasileira precisa de reforma tributária para desonerar produção
Em: 12/03/2010 10:40:00
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou, em nota divulgada nesta quinta-feira (11), que a indústria foi muito afetada pela crise econômica mundial em 2009, mas que está em plena recuperação. Apesar maior retração da atividade industrial desde o início da série história iniciada em 1996 (de 5,5%), a entidade afirmou que não há porque se preocupar com os resultados do PIB de 2009 e que não haverá riscos de pressão da capacidade caso aumente o consumo.
O comunicado informa que “a queda na atividade industrial foi superior às nossas expectativas, já pessimistas, de queda de 4,5% em 2009”. Entretanto, o crescimento de 2% do PIB no quarto trimestre na comparação com o período imediatamente anterior anima o setor.
- Os números corroboram a avaliação da CNI de que há uma recuperação da atividade em curso. Por outro lado, também fica evidente que os efeitos da crise sobre a indústria foram muito fortes e, como previa a CNI, o desempenho da indústria só voltará ao nível pré-crise ao longo de 2010.
A entidade espera que o PIB da industria cresça acima dos 5% previstos para o PIB geral em 2010. No final do comunicado, a CNI informa que os “investimentos continuarão a crescer em ritmo acima da produção industrial e, assim, superior à expansão da economia”.
- Não parece haver, assim, riscos de pressões sobre a capacidade do setor em atender ao aumento da demanda.
Fecomércio
A Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) avaliou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (11), o resultado negativo do PIB do ano passado comprova “a necessidade de o Brasil avançar urgentemente em uma reforma tributária, voltada à desoneração das forças produtivas”.
A entidade afirmou que o desempenho só não foi pior graças “às medidas de desoneração tributária promovidas pelo governo”.
- Entendemos que os benefícios de desoneração fiscal evitaram uma reversão de expectativas das famílias quanto a real magnitude dos efeitos da crise internacional, mantendo o consumo em patamares aceitáveis durante o momento mais turbulento do ano passado, no primeiro semestre.
Fonte: R7